Monografias | Liderança ou gerenciamento?Liderança ou gerenciamento?Resumen: Um erro freqüente de compreensão sobre a liderança refere-se ao seu emprego associado à posição de hierarquia. Sempre que o termo liderança surge, ele rapidamente encaixa-se, mentalmente, no ponto alto dos organogramas. Já se acostumou com este tipo de idéia, e, portanto, qualquer outro conceito que se tente descrever, é motivo para suspeita e forte resistência para refletir a respeito. Um
erro freqüente de compreensão sobre a liderança refere-se ao seu emprego
associado à posição de hierarquia. Sempre que o termo liderança surge, ele
rapidamente encaixa-se, mentalmente, no ponto alto dos organogramas. Já se
acostumou com este tipo de idéia, e, portanto, qualquer outro conceito que se
tente descrever, é motivo para suspeita e forte resistência para refletir a
respeito. O modelo de educação pelo
qual as crianças são submetidas é carregado desta percepção, levando-as,
posteriormente, a uma crença conseqüente de que liderar é mandar. Ouve-se,
inclusive, a já conhecida frase: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”.
Neste tipo de cultura a figura de um líder pode se configurar a partir do poder
autoritário, superior, intransponível e, em alguns casos, de causar medo. Todavia, várias pessoas de
diferentes lugares e organizações despertaram para uma outra realidade: a
liderança possui outras características, diferenciando-se do tradicional
modelo hierárquico. Ela, ao contrário da grande crença presente, existe para
servir. Inverte-se, então, o papel anteriormente determinado de que o líder
deveria ser servido. Neste modelo, o servir está presente em duas vias, mas
essencialmente, ele deve estar disponível na liderança. Este conceito
traduz-se nas relações aprofundadas que se criam, a partir do compromisso mútuo
ou propósito compartilhado entre as partes, da responsabilidade pessoal, da
influência que é exercida ao invés da imposição, da motivação obtida pelo
respeito e da mudança que se processa com o passar do tempo. Para que ocorra
esta evolução é necessária a aprendizagem constante, levando os membros do
grupo a uma transformação pessoal. Da hierarquia do organograma, passa-se ao
modelo circular, em cuja base está o relacionamento humano como o maior bem a
ser cultivado. A liderança é exercida
pelos vários membros do grupo, dependendo da circunstância e a necessidade
presentes. Portanto, é situacional. Cada pessoa pode, conforme a possibilidade,
exercer a liderança por determinado período e retornar ao seu lugar de
seguidor. Há um líder, contudo, ele cria oportunidades para que os seguidores
atuem na liderança, e, inclusive, os prepara para um dia darem prosseguimento
às atividades organizacionais. Ele não retém o conhecimento e a prática da
liderança, dividindo-a com os demais. Nesta perspectiva, ao se
ter a pessoa como figura central na vida da organização, surge novo desafio a
ser observado: o gerenciamento. Eis aqui outra forma errônea de se considerar a
liderança, que não deve ser entendida como uma posição para administrar os
processos. A definição para o gerenciamento, que é compreendido pelo seu foco
nos resultados, é vista a partir do planejamento, orçamento, organização,
direção, controle, produção, venda e a estabilidade organizacional. Por
outro lado, a liderança, cujo foco está nas pessoas, é observada pela criação
de visão e estratégias, geração de cultura e valores comuns, colaboração
quanto ao crescimento, inspiração e motivação dos colaboradores e na criação
das mudanças. Esta distinção clara
entre liderança e gerenciamento tem causado dificuldade exacerbada quanto a sua
prática cotidiana. Afirma-se que a liderança deve substituir o velho modelo de
gestão gerencial, e isso se torna impossível, haja vista a necessidade de se
manter as vistas voltadas para os resultados. Cria-se um impasse: focar as
pessoas através da liderança, ou os resultados, por meio do gerenciamento? A
liderança não é capaz de substituir o gerenciamento; ela deve ser agregada a
ele. É um desafio, do qual percebe-se que muitos gerentes já possuem algumas
habilidades e qualidades, e outras que podem ser desenvolvidas, para exercer uma
liderança eficiente. A questão deve passar pelo alinhamento entre a liderança
e o gerenciamento. Deve-se rever e avaliar estas habilidades e qualidades,
somando-as à prática da gerência, focando assim, pessoas e resultados;
liderança e gerenciamento. * Armando Correa de
Siqueira Neto é psicólogo, consultor, conferencista e escritor. Desenvolve
treinamentos. É mestrando em Liderança. Publicación enviada por Armando Correa de Siqueira Neto Contactar mailto:selfpsicologia@mogi.com.br Código ISPN de la Publicación EpAlluVAElUSUiafiB Publicado Tuesday 26 de October de 2004 Ultimas Publicaciones en ilustrados.com
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