Monografias | A função do educador frente à construção do conhecimento científicoA função do educador frente à construção do conhecimento científicoResumen: O conhecimento é concebido por seu conteúdo e pela beleza de suas possibilidades quando em contato com a aprendizagem humana. A sua imagem chega-nos como um bem precioso e inquestionável. O conhecimento é concebido
por seu conteúdo e pela beleza de suas possibilidades quando em contato com a
aprendizagem humana. A sua imagem chega-nos como um bem precioso e inquestionável.
E, de fato, havemos de concordar com a proposição de seus valores. Apenas, não
envidamos esforços em avaliar a sua presença contextual na história da evolução
humana. Para compreender parte da
dinâmica de funcionamento da construção do conhecimento, torna-se relevante
estudar o ponto de desenvolvimento em que nos encontramos e o progresso que o
antecedeu. Imaginamo-nos altamente
capacitados no reino da razão, e que os avanços tecnológicos atestam esse
conceito. Cremos em demasia na superioridade intelectual conquistada e
habilmente descrita pela história. E, embora este autoconceito seja simpático
do ponto de vista da vaidade e da auto-estima, se observarmos ao nosso redor, na
convivência social, encontraremos a negação, em alto grau, dessa proposta. Vivemos
como adultos civilizados e portadores de padrões considerados ótimos mediante
o pacto social, conforme bem o descreveu o filósofo inglês Tomas Hobbes
(1588-1679). Na prática, agimos como crianças, através de comportamentos
birrentos, verificáveis na vaidade egóica de nossas atividades comuns; de
trabalho e relacionamento familiar, até as decisões de alta esfera nas cúpulas
governamentais: atividades bélicas, conchavos financeiros e outras ações,
ditas fundamentais. São máscaras que justificam a prepotência infantil de
pouca consciência acerca do desenvolvimento. É claro que nos mantemos na rota
da evolução, mas a questão é: Em que velocidade? Não me refiro a uma
corrida sem precedentes, mas a uma acomodação conveniente, como a do
personagem Peter Pan, quando se refere ao fato de ter de crescer, demonstrando
revolta e conseguindo manter-se infantilizado na Terra do Nunca. Contextualizar o homem no
modelo de ciência que temos pode dar amostras de que há um jogo constante de
interesses, no qual, vale os fins, sem se ater muito aos meios que os compõem,
ou seja, as preocupações quanto a pesquisas feitas para se obter títulos e
ocupações de fama e prestígio em detrimento de trabalhos relevantes, reduzem
a progressão evolutiva do conhecimento. O que importa é manter-se no pódio,
independendo se a corrida trará benefícios. Outra forma clara de
compreender este conceito são os milhares de livros publicados anualmente, dos
quais, pequena porcentagem é capaz de acrescentar valores e pontos produtivos
para quem os lê, excluindo o fato de melhorar o cabedal de palavras, quando o
fazem! Ressalto que não podemos
fugir da metodologia, mas de seu exagerado rigor sim. Fazer ciência pela ciência
é mero exercício, sem levar em conta o seu uso para fins, cuja finalidade seja
resolver questões humanas de importância, tais como a miséria. Como faremos ciência?
Instrumento vital para o desdobrar das nossas questões mais fundamentais. Neste
período ainda infantilizado, faremos como quem quer um prêmio no final, e
poucos estarão destituídos deste desejo que provêm do id freudiano, e é
residente no imenso oceano inconsciente, nossa maior porção mental. Outra questão vem a ser o
desejo de nos manter presos ao modelo social de convivência. Contudo, nos falta
maior compreensão sobre a nossa vida interior. Pouco estudamos e compreendemos
a respeito dos conflitos existenciais pelos quais passamos continuamente e deles
podemos extrair excelentes lições de amadurecimento. Quando nos conhecemos
melhor encontramos facilidade em entender o outro, e, conseqüentemente, as relações
humanas. Como verdadeiros adultos e
educadores sérios, entenderemos que as transformações trazem consigo dor e
ansiedade, com as quais temos que lidar. Diferentemente das crianças, que
preferem fugir ou tardar a sua experiência ante a possibilidade do menor
desprazer. Não
é possível a mudança e a evolução sem o caos, que em seguida se
reestrutura, dando ordem novamente, para logo depois caotizar e transformar, num
ciclo espiral ininterrupto. Disse-nos Jesus em passagem com seus discípulos:
“Não vim trazer a paz, mas a espada”. Não encontrei homem mais sensível e
brilhante até então. Pregador do amor ao próximo, mais por comportamento do
que por palavras. Seria sua frase uma contradição? A vida é uma contradição,
desde que compreendida como um benefício que proporciona progressão e
desenvolvimento. Empreender a função de
educador tem esta vasta responsabilidade. Transformar a sociedade é uma meta
audaciosa que precisa ser cumprida pelos objetivos de melhoria na qualidade de
vida. Por mais que coloquemos
nossas questões e interesses na construção do conhecimento, tornando-o, em
certa medida, parcial, cabe dobrar os esforços para reduzir a interferência.
Talvez, neste caso, a velocidade para o desenvolvimento tenha um ritmo adequado
respeitando cada pessoa. Todavia, devemos cobrar e extrair do ser humano a sua
participação na ordem da evolução, propiciando espaço para o seu
desenvolvimento criativo. Ao
incorporarmos a prática do pensamento crítico, da abertura para a criatividade
e maior aceitação das diferenças entre as pessoas, podemos, pouco a pouco,
crescer e trazer o novo adulto a participar das transformações necessárias.
Recorro a Margareth
Wheatley, em Liderança e a nova Ciência quando escreve:
“Vivemos numa sociedade
que acredita poder definir o que é normal e então julgar tudo com base nesse
padrão fictício. Empenhamo-nos em nivelar as diferenças, em ajustar tudo aos
padrões, em definir parâmetros. Porém, na vida, o novo só pode aparecer como
diferença. Se não estamos procurando diferenças, não podemos ver que tudo
mudou e, em conseqüência, não temos condições de reagir a isso”. Veja o
quanto perdemos com nossa forma cega em encarar o dinamismo da vida. Temos
essa realidade acerca da construção do conhecimento para administrar,
levantando importante reflexão às instituições de ensino, as quais, são
cruciais para a formação do ser humano. É tarefa árdua e carece de muita
vontade e empenho. O educador tem a responsabilidade de proporcionar aos alunos
a discussão sobre a limitação com a qual convivemos. Afinal,
o que queremos para nós? E em que velocidade? *Armando Correa de Siqueira
Neto é psicólogo e desenvolve trabalhos e palestras com Psicologia Preventiva
e eventos educacionais. E-mail para contato: selfpsicologia@mogi.com.br.
Publicación enviada por Armando Correa de Siqueira Neto* Contactar mailto:: selfpsicologia@mogi.com.br Código ISPN de la Publicación EpZFupZVpVXrUTKsag Publicado Tuesday 6 de January de 2004 Ultimas Publicaciones en ilustrados.com
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