Monografias | Educação sem limitesEducação sem limitesResumen: A coisa mais difícil que existe nesta vida é educar um ser humano, pois que demanda a nossa atenção por um tempo, que deixamos de perceber porque até o último momento podemos receber educação. A
coisa mais difícil que existe nesta vida é educar um ser humano, pois que
demanda a nossa atenção por um tempo, que deixamos de perceber porque até o
último momento podemos receber educação. Alguns
fatores apontam as causas da falta de limites na educação das crianças de um
modo geral, destacando os valores morais que sumiram do nosso cenário, haja
vista o enorme número de casos de corrupção ininterrupta; na política,
empresas, igrejas, etc, apresentados na mídia, onde, dificilmente a lei
consegue ser cumprida, ademais, instaurou-se na cultura a idéia de que ser
esperto é a grande jogada, o contrário; uma tremenda burrice, então, por qual
razão seguir regras? Outro ponto importante vem
a ser a ausência dos pais na vida da criança, em virtude da carga horária
dedicada ao trabalho, deixando a convivência educacional aos cuidados da
escola, desde os primeiros momentos, nas creches e nas instituições
educacionais, do governo ou particulares. Esta necessidade familiar gerou um
sentimento de culpa nos pais, que, para compensar tais circunstâncias, acabam
sendo permissivos em demasia com os seus filhos, impedindo, por conseguinte,
momentos de se educar e proporcionar os valores que devem ser seguidos;
derivados dos próprios valores existentes nos pais e na constituição da
personalidade da criança. Contudo, abre-se nova polêmica neste rastro de educação
sem limites, ao lembrarmos que muitos pais com filhos hoje adolescentes e outros
adultos vêm de uma geração na qual pregou por muitos anos a idéia de que a
liberdade total era a melhor saída, contrapondo à idéia de repressão sócio-histórica
vivida por eles em sua juventude, o que acarretou em juízo de valores
distorcido, vindo de um radicalismo social para outro, sem fazer “escola”
desta forma de se educar. Não houve ponderação e conseqüentemente faltou um
plano mediano que fosse sendo ajustado à medida que as demandas surgissem.
Simplesmente foi-se estabelecendo este modelo de educação até o momento em
que se evidenciaram os desastrosos resultados. Outra condição a ser
pensada é o exagero que os pais têm com relação aos traumas que poderão
causar, caso venham a ser mais enérgicos na educação dos seus filhos. Usar o
bom senso e algumas regras para estabelecer limites na educação infantil não
arranca pedaço de ninguém. Faz-se necessária a consciência de que para
educar é preciso esforço, dedicação, perseverança e paciência; muita paciência.
Nas escolas a relação
entre o aluno e o professor chegou a uma condição muito favorável, quando
entendemos que a participação do aluno está maior, diferentemente de outras
épocas onde o papel se restringia apenas a ouvir e guardar as informações que
chegavam. A criança de hoje está
mais bem estimulada e responde com maior agilidade ao meio, o que lhe confere a
boa posição de ser participante nos grupos sociais; casa e escola
especialmente. Todavia, dada a falta de condução por conta da educação sem
limites, a criança acaba se tornando um canhão sem direção, que atira para vários
lados ao acaso a acerta em quem estiver na trajetória, e a si mesma
invariavelmente. Para ilustrar este contexto
da educação sem limites, relatarei uma cena que vi na sala de diretoria de uma
escola do governo. De um lado encontrava-se a vice-diretora desta instituição,
a qual descrevia o descaso de um aluno com relação aos estudos, seu
comportamento rebelde e desrespeitador mediante as regras daquela escola,
exaltando o fato de que este menino, de aproximadamente onze anos, já havia
“bombado” em ano anterior e que em seu boletim constavam muitas faltas. De
outro lado, a mãe, estupefata com aquelas faltas, tentando compreender aquele
furacão que se lhe apresentava. Ao lado da mãe que estava sentada,
encontrava-se sua filha menor, à frente do referido estudante, e ao lado dele
outra irmã, presumivelmente mais velha. O quadro estava formado; o garoto
permaneceu imóvel entre as pessoas de sua família e apenas comentou em tom
humilde que a direção da escola lhe perseguia há muito tempo e que ele era
bonzinho. Apesar da postura de cobrança por parte da diretoria da escola, é
quase impossível obter do aluno um comportamento adequado, uma vez que lhe
falta o direcionamento educacional, sutilmente revelado pela mãe quando alegou
não ter tempo de poder criar o próprio filho, permanecendo ausente em virtude
do trabalho. Tal situação é comum e
é clara quanto às dificuldades existentes para todas as partes: do aluno que
precisa e não tem a educação fundamental de ser acompanhado em casa por seus
responsáveis; dos pais, que não têm tempo e sentem a dificuldade se ampliar
conforme o tempo passa, desestimulando cada vez mais, ter que mexer com esta
situação, e, para a escola, que acaba arcando com tal responsabilidade, sem
ter estrutura para isso. A situação destas várias crianças e de suas famílias
é caótica, não existindo meio termo para classificar o que se passa nesta
inversão de valores, onde inexiste a educação pautada em acompanhamento e com
limites. Muitos pais crêem que o tempo dará jeito na questão, deixando à
sorte o futuro de seus filhos. O exercício do viver só
é realizável vivendo, na prática, e o mesmo ocorre com a educação,
portando, é preciso arregaçar as mangas e assumir o papel de orientador, de
guia, de educador. Começar, antes tarde do que nunca a se envolver neste
processo importante e determinador da vida do ser humano, cavando tempo e espaço
para esta empreitada. Sempre que desejamos muito alguma coisa damos um jeito no
tempo e espaço para alcançá-la. O que nos impede de lutar por esta causa mais
do que nobre? Qual medo existe em tentar educar os próprios filhos? Como em qualquer situação
da vida, haverá tropeços, que darão lugar ao adequado proceder conforme a prática
e a persistência desta convivência. Os rumos poderão ser diferentes, e
certamente o serão. Outros benefícios virão naturalmente, como um maior
sentimento de amor próprio, e em muitos casos, a unidade familiar. Mas é
preciso começar, tentar, fazendo acontecer. Confie em si mesmo e mude o cenário,
assumindo as responsabilidades e transmitindo muitos valores aos seus filhos,
por via de uma educação que dá segurança e conforto, pois todos nós sempre
desejamos isto. *Armando Correa de Siqueira
Neto é psicólogo e desenvolve trabalhos e palestras com Psicologia Preventiva
e eventos educacionais. E-mail
para contato: selfpsicologia@mogi.com.br.
Publicación enviada por Armando Correa de Siqueira Neto Contactar mailto:selfpsicologia@mogi.com.br Código ISPN de la Publicación EpZuFVyApuSKpJmrak Publicado Saturday 17 de January de 2004 Ultimas Publicaciones en ilustrados.com
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